Palavras de Santos Lima


Q U I N C A S

 

                                   Em priscas eras as professoras cortavam uma linha sessenta a fim de conseguir um noivo e efetuar um casamento.

                        Poucos se arriscavam ao enlace matrimonial com educadoras temendo ser chamado de Quincas, epíteto comum pelo qual eram conhecidos aqueles que assim procediam.

                        Alguns não afeitos ao labor faziam pouca questão do pseudônimo jocoso e malicioso  evitando assim a tristeza de algumas donzelas  de serem chamadas de tia em virtude do celibato involuntário.

                        Responsáveis pela formação da juventude um pouco diferente da atualidade,  os educadores eram remunerados regiamente  e adequadamente  gozando de um conceito admirável  o que dava lugar  ao apelido , pois diziam que os maridos eram dependentes das esposas. Os professores e professoras erram bem pagos fazendo jus a relevância da função privilegiada por eles escolhida.

                        Os educadores eram respeitados e admirados na sala de aula e fora dela,  como se fossem os  próprios pais dos alunos na época em que essas figuras também eram admiradas e respeitadas pelos seus filhos.

                        Hoje na era do Pokémon Go e o zap zap tudo virou mixórdia. Os lares e as salas de aula eram ambientes sagrados  predominando o respeito e a ordem fatores indispensáveis a felicidade  o bem estar e a paz.

                        O ensino era levado a sério pelos professores e muito mais pelos alunos.  Os mestres esbanjavam  competência e sabedoria e os alunos retribuíam com a ânsia do saber demonstrando interesse e fome de aprendizagem . 

                        Tudo mudou “o exemplo de casa vai a praça”. Essa é a sentença. O destroço dos lares é uma realidade. Os filhos não respeitam os pais  avalie os professores.Os educadores que se cuidem pois muitos já foram agredidos e machucados. É necessária muita vocação para seguir a profissão sabendo que se tornou perigosa e arriscada apesar de sua relevância.

                        Com certeza, havendo uma transformação no seio da família voltando aos bons tempos da imprescindível disciplina , lar e escola se transformarão num celeiro de paz e tranquilidade . Oremos e nos empenhemos para que isto aconteça só assim venceremos a violência e teremos a paz  entre nós.

                        ~E pegar ou largar o tempo urge!

 

 

 



Escrito por Santos Lima às 16h24
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            MANCADA E DESELEGÂNCIA

 

                        “Evento esportivo muda mais uma vez o clima no Rio de Janeiro.”

                        Manchete apresentada por uma emissora de canal aberto na manhã seguinte a abertura das paraolimpíadas.

                        Não atribuo se foi preconceito ou evasão de lucros o desprezo pelo evento  pois nenhuma emissora de canal aberto se dignou a transmitir a festa. Somente o canal do governo e um canal esportivo levou ao ar a maravilha deixando os não portadores de parabólica ou TV a cabo a ver navios.

                        Foi um descaso sem precedentes e uma atitude vergonhosa essa falta de consideração para com os portadores de alguma deficiência, mas que superam com alegria e força de vontade.

                        A festa foi maravilhosa rica em criatividade, melhor ainda  foi a participação , habilidade o entusiasmo e a suplantação dos envolvidos. Foi um momento extraordinário valeu a pena o  grande interesse a alegria e a superação constituindo uma lição e um exemplo para todos nós.

                        O povo acorreu em massa nas arquibancadas  não se via uma brecha onde se pudesse colocar uma mão fechada.

                        De fato foi um momento de glória o desfile dos  atletas .Verdadeira demonstração de superação dos limites numa confirmação inequívoca de autêntica inclusão social.

                        Só não superou as expectativas  por ter privado  os que não possuem parabólicas ou contrato de TV a cabo de gozar e se encantar com o belo, o majestoso e o denodo dos envolvidos.

                        Foi uma deselegância e uma mancada dos canais de TV aberta.

 

 

 

                       

 

 

 

 



Escrito por Santos Lima às 13h47
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O POVO É QUEM PAGA O PATO

                                               Santos Lima/Bacharel em Teologia

 

                        A reforma da Previdência Social e o aumento dos impostos são o saco de pancada  como se diz na gíria.

                        Já perdi a conta das reformas previdenciárias efetuadas após a redemocratização.

                        Não é muito fácil compreender como pessoas capacitadas com anos de vivência no setor econômico escolher sempre o aumento da carga tributária já por demais extorsivos e o resumo de direitos para solução de crises em muitos casos  geradas pelo próprio poder público.

                        Após muitas lutas na esperança de  redução surge uma ideia desastrosa de criar novos encargos dessa forma é “caixão e vela preta” ou “o fim da picada”. Já estão  levando mais da metade do nosso sacrifício com escorchantes encargos e ainda ameaçam com sua elevação..

                        Não existe abnegado que resista a essa falta de sensibilidade se eu fosse autoridade com essa incumbência ficaria triste e acabrunhado com ideia tão infeliz.

                        Existem duas decisões que são postas em pratica sem o menor constrangimento e de forma rotineira,  para os PHD só existe um caminho  aumentar impostos ou eliminar direitos adquiridos a séculos.

                        Promulga-se uma   Lei Maior com grande festa alegando ser uma Constituíçao Cidadã e já fizeram tantas mudanças nessa cidadania , pelo visto restam poucos artigos originais.

                        As PEC,S se multiplicam ao sabor dos interesses e do desejo dos  interessados.

                        Quem já viveu um pouco mais observa que os responsáveis pela administração da coisa pública no passado eram mais prudentes. A Constituição era mantida intocável não existiam essas mudanças  constantes a preservação e a obediência aos seus artigos era um código de honra.

                        “Como diz a história estamos no mato sem cachorro.”

                        Houve uma mudança generalizada nos homens públicos. Poucos existem portadores de vasta e consolidada cultura. Os debates não possuem mais aquela eloquência, pelo contrário em certos momentos dão oportunidade de xingamento  as vezes até agressões.

                        Era um deleite quando um Paulo Brossard , um Aliomar Baleieiro, um Aurélio Viana  um Guedes de Miranda e tantos outros que me fogem a memória  ocupavam a tribuna. Era uma verdadeira aula de sabedoria e retórica.

                        Grande parte das pessoas almejam os cargos públicos, diga-se é um direito de todos, mas a maioria não se prepara para a finalidade. Não adere aos estudos  não faz um exame de consciência se tem competência  para a função pretendida considerando a exigência dos cargos, sem contar com as heranças políticas de avós para netos e assim por diante. Ultimamente é praxe sonhar com a Presidência da República desde a tenra idade, mas não procura se adaptar aos requisitos do cargo levando uma vida sem compromisso.

                        Considerando o Brasil um pais continental  heterogênio campeão em diversidades sempre sobra para o povão” pagar o pato.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Santos Lima às 18h16
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            ANTES TARDE DO QUE NUNCA

 

                        Dois axiomas ou ditados se encaixam ajustadinhos para designar a situação do Rio São Francisco em razão das atribuições que querem lhe impor.

                        “Antes tarde do que nunca” “Marinheiro só tranca a porta depois de roubado”

                        Assisti na televisão, canal BRT-TV, por acaso, uma reunião ministerial que tratava da assinatura do Decreto referente a revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.

                        Até que enfim o sacrifício de Dom Frei Luis Flavio Cappio não foi em vão, sua greve de fome durante aproximadamente um mês  alegando uso eleitoral tendo em vista a degradação do rio.

                        Não é a primeira vez que escrevo sobre o assunto lamentando o descaso e o abandono a que foi relegado o rio da unidade nacional.

                        A começar pela nascente degradada e abandonada  pois ouvi comentários que estava sendo desmatada criminosamente e nenhuma nascente por mais vigorosa que seja resiste a falta de preservação , inclusive sem contar a destruição das matas ciliares que agora prometem recuperar.

                        O bispo foi ao sacrifício conhecedor que era da situação precária das águas do rio que já agonizava sem forças pra cumprir a  tarefa que lhe era destinada, pura maldade , nada foi levado a serio prevalecendo os fins eleitoreiros e a demagogia dos que pretendem aparecer a cata de votos.

                        Só os incautos não percebiam que o rio estava se inferiorizando suas águas a cada dia decrescia seu volume reduzindo sua vazão.

                        Os cardumes já não se exibem  com   intensidade e abundância  deixando os pescadores tristes e preocupados. Os que vivem da pesca e os que se alimentam do pescado há muito tempo vem denunciando a catástrofe, pois percebem a cada dia o desastre de maneira crescente e assustadora.

                        Um rio que já não vinha dando conta dos Ribeirinhos estabelecidos as suas margens  como atender a demanda de vários estados.?

                        Já estamos acostumados com a existência de elefantes brancos  obras não concluídas abandonadas ou obsoletas daí  o perigo da transposição seguir o mesmo caminho transformando-se em mais dinheiro público jogado fora coisa corriqueira entre nós.

            Pelo o que percebi eles pretendem transformar o Velho Chico num novo Chico, foi o que deduzi pelas promessas e medidas tomadas na tal reunião.  Deduzo ser uma tarefa árdua exigindo boa vontade  e sobretudo honestidade caso em contrário será mais um sorvedouro   do nosso rico dinheirinho.

                        É querer tapar o sol com uma peneira como se diz no popular. Pergunta-se?  Onde se vai buscar  água suficiente para atender seus habituais usuários mais a transposição e o canal do sertão sem a revitalização do rio e olhe lá tenho minhas dúvidas mesmo assim.

                        Só pessoas má intencionadas seriam capazes de tanta  insensatez.

                        Agora é esperar que a revitalização da Bacia Hidrográfica  não fique só no ato  ou no papel assinado com tanto protocolo e belos discursos  e as palavras não sejam levadas  pelos ventos  tempestuosos de Brasília.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Santos Lima às 23h00
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PREVIDÊNCIA  REFORMA  INTERMINÁVEL

                       

                        Já se tornou uma rotina  todo governo que se instala a primeira investida é a reforma da previdência.

                        Já foram efetuadas tantas modificações que temo já se encontre descaracterizado o projeto original.

                        Nos primórdios o custeio era tripartite  não sei se ainda permanece depois de tantas mudanças . O que sei é que os governos nunca honraram o seu compromisso, pelo contrário, sempre usou verbas da previdência para construção de obras nunca devolvendo, isso nos bons tempos dos superávits.

                        Em todas essas modificações os prejudicados sempre foram os segurados. Aumenta idade, cria fatores, reduz-se o tempo da duração do benefício, reforma-se a constituição e se impõe uma contribuição sem nenhuma retribuição para os aposentados, enfim prevalece sempre a opinião dos economistas de plantão. Apresenta-se uma PEC anulando a injustiça, vota-se tudo menos a correção do mal acontecido.

                        Resolver situações de desconforto orçamentário com aumento de imposto e redução de direitos não existe necessidade de frequentar universidades, é obvio.

                        Não me canso de admirar a equipe promotora do Plano  Real, depois de tantas tentativas sem sucesso, surge um grupo de abnegados competentes e cria um plano salvador resolvendo o grave problema da infração galopante, agora ameaçado pela incompetência e de, certo modo a irresponsabilidade.

 

                        O cidadão quando se aposenta, por incrível que pareça, passa a precisar de mais dinheiro pelos encargos que surgem em razão da idade avançada. Conheço aposentado que tem um desembolso maior com medicamentos do que com a própria alimentação  enfim o aposentado perde a personalidade quando preenche um formulário no campo da profissão é ignorado restando colocar aposentado. O pior de tudo é que ainda existe alguém com plena capacidade laboral  já aposentado chamando os aposentados de vagabundos. O amanhã é eterno, espero que o modelo  reformista não dure até a eternidade.



Escrito por Santos Lima às 12h19
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            INFÂNCIA POBRE, MAS FELIZ.

 

                        Cheguei a Bebedouro entre doze e catorze anos, não tenho exatamente uma data certa, traído pela memória.

                        Fui morar no Cardoso, hoje Senador Bernardo Mendonça, n* 65, em companhia da minha mãe e do meu padrasto  mestre Benedito, aposentado da CFLNB, Cia. Força e Luz Nordeste Brasil.

                        Vizinha a casa 65 existia uma garagem desativada, por iniciativa do meu padrasto  foi recuperada pelo proprietário  transformando-a  numa residência, recebendo o número 71 para onde nos transferimos por medida de economia, hoje no local , está edificado o Conjunto Bensalim

                        Iniciando a alfabetização, na escola particular de Dona Ceci, rua Miguel Palmeira, no bairro do Pinheiro , dando continuidade em Bebedouro , também em escola particular na residência de Dona Doninha, esposa do Sr. Sinfrônio falecido num acidente de bonde.

                        Por desejo de minha mãe comecei a frequentar o catecismo na Igreja de Santo Antônio, padroeiro do bairro. Da aula de catecismo ministrada por dona Antônia, esposa do Sr. Jacinto,  para ser acólito  do padre José  Belarmino Barbosa,( padre Belarmino,) foi um pulo só, como se diz na gíria, desempenhei por vários anos essa extraordinária função.

                        Concluída a tarefa de alfabetização nas escolas citadas  fiz uma avaliação e ingressei no quarto ano do Grupo Escolar Rosalvo Ribeiro, ainda em funcionamento até a data atual, no referido bairro no mesmo local.

                        Como coroinha participava não só das atribuições inerentes a função, mas das memoráveis festas religiosas, destacando-se a festa do padroeiro e o mês de Maria.

                        Troncho de saudades e um coração apertado, relembro com carinho as novenas das festas de Santo Antônio e as comemorações do mês de maio. Ainda ressoa nos meus ouvidos a vibração melodiosa e suave das cordas do violino do Dr. Lopes que ele fazia vibrar com maestria e rara aptidão. Contemplando aquela doçura era como se já estivesse gozando das benesses da vida eterna.

                        Hoje, domingo 12 de junho revivi esse passado participando da procissão do santo casamenteiro. Admirei o andor bem planejado e bem ornamentado muito lindo  mas não tive alternativa em não lembrar do sacristão Argemiro que com sua fértil imaginação  dava tudo de si afim de que a charola do santo padroeiro, a cada ano, fosse mais bela do que a do  ano anterior.

                        Nada mais rejuvenescedor do que de quando em vez  dá uma repaginada no ambiente palco de nossa infância e adolescência.

                        A gente sai catalogando e notando as mudanças  procura as casas dos colegas , percebe que não mais existem nem os próprios amigos, enfim, nada mais é igual àquele passado delicioso e encantador de uma infância pobre mas feliz.  

 

 



Escrito por Santos Lima às 21h39
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                DESONESTIDADE, OUSADIA, INCOMPETÊNCIA.

                       

                        Ó MUNDO QUE FOSTES MUNDO,

                        Ó MUNDO QUE JÁ  NÃO ÉS,

                        Ó MUNDO QUE ESTÁS VIRADO,

                        DA CABEÇA PARA OS PÉS.

                        Este é o ponto de vista de Dona Lourença Maria da Silva, praia da Jiboia, Ilha de Santa Rita, não me recorda  onde li , sei apenas que coincide com os meus sentimentos.

                        Pelas ocorrências que o mundo atual coloca diante de nós não temos outro caminho senão ficarmos estarrecidos, perplexos sem entender tanta violência, tanto desamor, tanta falta de vergonha.

                        Enfim, a crescente  falta de humanidade de amor ao próximo, nos leva a admitir, até certo ponto ,que os animais irracionais sugere um comportamento menos agressivo , violento e abusivo ,contrastando com grande parcela dos racionais.

                        Não me recordo na minha infância, adolescência, mesmo até certo marco da minha idade adulta da notícia de estupros. O que acontecia era alguns casais apressados provar do queijo antes do casamento, mesmo assim corrigido no altar sob a mira do bacamarte, o que não evitava a saída  de cada nubente para o seu lado em algumas ocasiões.

                        Assaltos sempre existiram e a Bíblia nos coloca diante do gesto humanitário do bom Samaritano, mas não com a audácia e a violência dos dias atuais.

                        Morava na Rua de Santa Tercila no bairro de Ponta Grossa, dormia num quarto próximo  da rua, protegido por um muro baixo. Certa madrugada despertei com ruídos na janela, ao remexer-me na cama ouvi um sapateado parecido com o de um cavalo em louca disparada, era o pervertido  que se  evadia apavorado, hoje ,com certeza ,me enfrentaria

                        Os bandidos não respeitam nada, assaltam restaurantes  repleto de clientes , imobilizando todos, adentram nas residências em plena luz do dia e enfrentam os moradores tornando-os reféns. As pessoas na rua é um olho na frente outro atrás, com receio dos assaltos e até da morte, mesmo assim não consegue evita-los, hoje nas pequenas e grandes cidades.

                        A ousadia chega ao ponto de assaltarem dois policiais dentro de uma lanchonete em pleno dia  num bairro próximo do centro da capital.

                        Foi-se o tempo em que se fugia para as pequenas cidades em busca de segurança, hoje tanto faz o risco persiste em qualquer lugar.

                        Sem contar com mais dos fatores que infernizam nossas vidas a desonestidade e a falta de consciência das próprias limitações. A improbidade causando a malversação do patrimônio público. A falta de competência obscurece a inteligência levando o individuo a ocupar cargos em desacordo com sua capacidade produzindo uma administração capenga e desastrosa prejudicando toda a sociedade  desarticulando todo processo administrativo causando dias nefastos, nem assim se dão conta.

                        Considero até um crime uma pessoa aceitar um cargo em desacordo com sua capacidade  causando uma administração catastrófica prejudicando na maioria das vezes toda comunidade.

                        Resumindo: Três males nos perseguem : Desonestidade, incompetência e ousadia dos malfeitores.

 

                        



Escrito por Santos Lima às 12h06
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            DESGOSTOSO, EMPOBRECIDO  E TRAIDO.

 

                        Revivendo a minha vida infantil, no tempo em que a aprendizagem obedecia a um rigor e aspecto diferente da atualidade, os livros  de leitura, hoje descartados, faziam parte do currículo  oferecendo bons exemplos de conhecimentos e formação moral, através de histórias interessantes.

                        Convivendo com comportamentos inadequados de muitos homens públicos acusados de desonestidade  e continuando  desfilando de forma altaneira na maior cara de pau, como se fossem verdadeiras vestais, acima do bem e do mal , que falta está fazendo o índio Juruna com sua esperteza.

                        Esse modo de encarar as acusações na maior desfaçatez faz-me lembrar de uma das histórias dos referidos livros contendo bela orientação de vida de um fundo moral irretocável.

                        Pensando encontrar-se só teve a ideia de fazer um auto elogio. Defronte do espelho, dirigiu-se a si próprio dizendo: Tertuliano tu  és rico, formoso e talentoso o que te falta? O pai, oculto, por detrás de um móvel, acrescenta: V E R G O N H A!

                        Com tristeza e incontida decepção observo a raridade dessa virtude no comportamento de alguns políticos  infelizmente!

                        Os usos e costumes estão desvirtuados fazendo pouco caso da honra, da virtude e da moral.

                        Ato trabalhoso é a escolha do eleitor, raramente acerta na opção.

                        Já se falou tanto na profecia de Rui  Barbosa, pois vou apenas menciona-la,  considerando-a  atualizadíssima.

                        Observamos tristes exemplos, decisões importantes tomadas em tom de troça  sem o respeito que o tema exige e merece.

                        Trata-se de uma encruzilhada. O que fazer? Como proceder?

            O país está cansado, vilipendiado, decepcionado desgostoso magoado e empobrecido.

 

                        



Escrito por Santos Lima às 11h51
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                        DE CALDAS NOVA A BRASÍLIA

 

                        Da janela do quarto do hotel, dava para admirar o serpear das folhagens dos bambus, dando a impressão de um balé improvisado.

                        Do imenso bambuzal surgia o serpentear dos seus ramos  dando a ideia do embalo de uma valsa ou bolero nos dotes de um divertido e exímio dançarino exibindo com categoria seus  passos cadenciados.

                        É bonito de se ver um requebrado suave próprio das danças desse gênero fruto da nossa imaginação  chovia e a ventania própria das chuvas passageiras, soprava causando todo esse maravilhoso espetáculo.

                        O mesmo bambuzal ao alvorecer, impelido pelo frio já oferecia a imagem de um imenso lençol branco originário da neblina transmudando num espetáculo diferente causando admiração.

                        Outra cena maravilhosa e rara nas cidades foi o canto dos galos  pareciam conectados , um cantava outro respondia num coro afinado anunciando com alegria a aproximação do nascer do sol na linha do horizonte prenunciando a presença de um novo dia.

                        Não foi a primeira vez que visitei Caldas Nova cidade incrustada no coração de Goiás com suas oitenta mil almas fixas e suas águas termais consideradas verdadeiras relíquias. Sua rede hoteleira oferece do bom e do melhor destacando-se suas águas quentes brotando do solo numa temperatura agradável proporcionando um relaxamento confortável recuperador.  O seu comércio em franco desenvolvimento oferecendo opções diversas no ramo de artigos de banho.

                        O estado teve a dita de ser escolhido para sediar a Capital da República  graças ao denodo e a capacidade empreendedora do inesquecível líder J K.

                        Daquele planalto insípido e deserto fez aparecer uma cidade moderna  quando lembro das criticas oposicionistas enxovalhando a ideia e o andamento das obras  não canso de admirar a ousadia e o dinamismo do saudoso presidente enfrentando a tudo e a todos.

                        O terreno da implantação da Nova Cap deixava muito a desejar, nada existia ao seu redor só o cerrado deserto e inóspito longe de tudo e de todos  tudo vinha de longe com ausência de acesso fácil até os operários apelidados de candangos. Para se ter uma ideia mesmo após a inauguração poucos funcionários se arriscavam a aceitar trabalhar na capital recém inaugurada sendo necessário oferecer polpudas vantagens.

                        Brasília cresceu se desenvolveu  hoje repleta de cidades satélites constituindo um grande problema urbanístico.

                        Para se chegar a uma conclusão, ter uma ideia exata do local escolhido Juscelino ao desembarcar naquela planície que de interessante só possuía o céu mais lindo do mundo rivalizando com nossas praias impressionou-se com a  vastidão do nada  e acreditando num futuro promissor teve a belíssima inspiração:

 

                          “Deste planalto central  desta solidão em que breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais , lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu pais e antevejo esta alvorada , com uma fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino.” Juscelino Kubistchek de Oliveira.”



Escrito por Santos Lima às 14h54
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            NOITE DO MEU BEM

 

                        Acabo de ler a Noite Do Meu Bem de Ruy Castro,  oferta do meu genro ,no dia do meu aniversário.

                        A primeira impressão é que se trata de uma inocente história de amor bem sucedida, entretanto a cada página que se dobra , vai-se revelando um Rio de Janeiro festivo e notívago enfatizando o que havia de melhor  e belo na noite carioca.

                        Um cenário de dar água na boca aos que gostam de admirar e desfrutar de uma vida noturna de aventuras, alegria e descontração.

                        O livro revela com detalhes a trajetória e a obra dos famosos compositores, cantores, músicos, empresários  enfim a vida dos boêmios e dos amantes de momentos festivos que tiveram a sorte de participar de um Rio sem violência , sem muitas maldades.

                        Seria enfadonho apresentar nome por nome dos participantes dessa história marcante e curiosa dos antigos artistas. É um rosário de nomes capazes e criativos pelo vigor de sua inteligência e criatividade, dando encanto às noites da bela cidade maravilhosa.

                        Como se trata do comportamento e da vida do povo de uma cidade  seria impossível separar dos momentos políticos, então destaca-se os governos de Getúlio,  Dutra, Jango, Janio e Juscelino. A história  não é muito diferente, se repete. Os mesmos conflitos, a mesma ganância pelo poder, apenas predominava o bom senso, a austeridade e a representatividade.

                        Nesse exemplar se revela toda boemia carioca dos tempos idos, bem como o inicio e o desenrolar do sucesso e do fracasso de grande quantidade de cantores  músicos, e empresários . Muitos já partiram, mas felizmente ainda existem alguns entre nós.

                        Só não é possível omitir  a figura de uma compositora e cantora Dolores Duran que partiu para o desconhecido aos vinte nove anos vitima de um enfarto,  deixando um acervo memorável, inclusive o livro ganhou o nome de uma de suas canções que pela sua beleza tomo a liberdade de dar uma palhinha.

                        Hoje eu quero a rosa mais linda que houver/ E a primeira estrela que vier/  Para enfeitar a noite do meu bem/Hoje eu quero paz de criança dormindo/ E abandono de flores se abrindo/ Para enfeitar a noite do meu bem/ Quero a alegria de um barco voltando/ Quero ternura de mãos se encontrando/ Para enfeitar a noite do meu bem.

                        Que maravilha!  Diferente das musicas atuais, sem rima, sem métrica, sem compasso, sem conteúdo  um verdadeiro desastre que me constrange, decepciona . Ai deles se não fosse a televisão e o mau gosto para fabricar o sucesso.

 

                        



Escrito por Santos Lima às 11h32
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            A FIGUEIRA DO VIZINHO

 

                        Não é anedota, tão pouco conto da Carochinha, são fatos ocorridos e vividos por pessoas amigas e conhecidos. Foram duas ocorrências, uma até certo ponto jocosa, outra inédita e interessante.

                        Vou começar pela hilariante, fruto de uma mente divertida e ao mesmo tempo perversa. Eram três vizinhos residentes lado a lado, na antiga Praça Bomfim, no Poço, defronte da igreja  do santo que deu nome a  referida praça, logradouro  substituído pelo viaduto.

                        Existia um coqueiro no jardim de uma delas, suas palhas e frutos perturbavam  um desses proprietários que reclamava constantemente e o dono da árvore não levava em consideração não tomando a mínima providência.

                        Por coincidência, o vizinho do lado oposto era  dono de uma propriedade , para os lados  da  Região Norte do Estado, produtora de coco da Bahia.

                        Numa combinação maldosa, acertaram a coleta de um besouro do tronco devastador dos coqueirais.

                        No maior sigilo trouxeram o Broca de Coqueiro com grande cuidado e discrição.

                        Na calada da noite, no silêncio da madrugada, fizeram um buraco na haste do coitado e colocaram o malvado fechando o orifício em seguida, agora  só restava aguardar o resultado da traquinagem.

                        Após alguns dias, o causador da discórdia começou a definhar aprontando o maior espanto e curiosidade. Todos queriam saber o motivo levando os curiosos a expressar as conclusões mais estapafúrdias, sem nunca chegar a verdadeira causa. A evidência é que o viçoso  Phynchophorus  Palmarum  foi definhando até fenecer para tranquilidade e paz do vizinho assassino.

                        Caso parecido se deu com uma querida amiga .Se passaram mais de dois anos a tormenta com um entupimento no vaso sanitário. Recorreu a vários profissionais da área e ninguém descobria a verdadeira causa do problema, até que enfim teve a sorte de recorrer a um prestador de serviço mais experiente chegando a verdadeira causa. A raiz da figueira do vizinho estava interrompendo a passagem do cano do esgoto de sua residência. Foi criado um dilema o que fazer para evitar futuras obstruções? Não tem como usar o besouro da Praça Bomfim  a solução mesmo é contar com a compreensão do proprietário chegando a um denominador comum.  O impasse é se ele se recusar imitando o agricultor do Evangelho de Lucas  Pelo menos ficou esclarecido  a responsável pelo problema é a figueira do vizinho.

 

                        



Escrito por Santos Lima às 11h08
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VOCÊ  ESTUDOU  NO  PEDRO   SEGUNDO?

                       

                        Nos encontros fortuitos, de repente, estamos reunidos com velhos companheiros participantes da nossa infância e adolescência.

                        Nem sempre, esses momentos são motivos de alegria, uns lembram momentos inesquecíveis outros fatos desagradáveis, especialmente quando somos informados  da partida definitiva de algum colega.

                        Em certas ocasiões, nessas conversas, ocorrem momentos de certo modo divertidos  deixando, inclusive, as vezes algum participante encabulado.

                        O assunto idade, para a grande maioria é um tabu especialmente para as femininas, mesmo tendo o privilégio de possuir um poder singular que se compõe da realidade da força e da aparência da fraqueza, segundo Victor Hugo.

                        Num desses encontros  sem a menor intenção, um participante pretendendo esclarecer sua dúvida, interroga a uma delas: Você estudou comigo no Grupo Escolar Pedro Segundo? Foi um balde de água fria . Sem oportunidade de negar a evidência a solução foi confirmar  mas intimamente a reação era de estrangular o atrevido.

                        A moral da história é que o assunto não morreu ali naquele encontro.  Na ausência do cidadão fez um comentário entre as colegas. Vocês notaram a  indiscrição  daquele gajo?  Remexer num passado que não mais interessa  Foi pior a emenda do que o soneto. As colegas mais intimas quando a encontram vão logo perguntando. Você estudou comigo no Pedro Segundo? O que tira  do sério a aplicada estudante que repele com veemência usando gestos que não ouso acrescentar.

 

                        Mesmo enfrentando toda fúria ouso perguntar você estudou comigo no Pedro Segundo?



Escrito por Santos Lima às 11h03
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ATÉ A VOLTA, PIACCESI

 

Crônica escrita por Santos Lima, comentando a visita da escritora a Maceió, publicada no Jornal de Alagoas, conceituado órgão da imprensa alagoana desaparecido, infelizmente.  Mexendo nos arquivos implacáveis encontrei essa recordação.

 

                                                                                                                                                                                                                                         Li sua crônica publicada no  Jornal de Alagoas de trinta e um de dezembro do ano que se findou. Na qual você se despedia dos bons amigos que fez na cidade de Maceió. Fiquei radiante de alegria quando cheguei ao fim da crônica e vi a maneira incentivadora e carinhosa como você falou aos que fazem a Academia Maceioense de Letras; achei interessante e significativo você ter reservado a parte final do seu trabalho para falar dessa turma de idealistas, pois o primeiro e o último tópico de qualquer trabalho literário que lemos são os que ficam gravados na nossa imaginação. Relembro tão bem aquela tarde ensolarada de dezembro em que a nossa Academia abriu as suas portas para homenagear a sua pessoa e do poeta  Da Silva Garcia. Quando você penetrou na sala, foi como se um jato de luz misteriosa tomasse conta do ambiente e via-se em cada canto o reflexo da sua inteligência, de sua sobriedade. O calor era fatigante. O sol com sua luz de fogo tostava a terra já ressequida pela falta das lágrimas derramadas chorando a mágoa da ingratidão dos filhos. E você ofegante  recebeu a brisa que entrava pela janela bendizendo o vento e enaltecendo a cidade . Foi aí que você disse do seu encanto pela nossa Maceió, num desmentido sincero daquilo que lhe contaram  lá na sua cidade maravilhosa o que acredito que seja realmente. Você falava com entusiasmo das nossas praias, dos nossos coqueiros, da nossa gente, enfim de tudo quanto lhe foi dado a conhecer e eu fiquei tão eufórico, tão sensibilizado que a cada palavra que você pronunciava  sentia crescer o meu orgulho e se aprofundar a minha vaidade pelo amor e a admiração que tenho à terra que me viu nascer. Amabilíssima Piaccesi, você disse que nos levava na retina e eu digo que você ficou gravada na nossa imaginação. Você estará sempre presente na Academia Maceioense de Letras , nas nossas reuniões nos uniremos em pensamento a você para que as nossas ideias sejam mais lúcidas e a nossa mente seja inspirada pela fertilidade de sua inteligência. Piaccesi, já não posso ler suas crônicas. Folheio o Jornal de Alagoas e não vejo o seu nome, o seu bom dia tão amável que me enchia de ânimo para enfrentar as durezas do cotidiano. Até a volta Piaccesi, pode ser que no seu retorno você fique entre nós engrandecendo o nosso meio cultural comungando dos nossos ideais.

 

 

 



Escrito por Santos Lima às 14h40
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            QUANDO MENOS  ESPERAMOS.

 

                        Considerando  meu estado sazonal, tenho participado das efemérides anuais, como se fosse pela última vez, inclusive com o pensamento voltado para o futuro : Será que na próxima estarei presente? Graças ao Criador até o momento, ainda não fui surpreendido.

                        Longe de mim com esse comportamento querer gerar um clima de suspense, de piedade, de solidariedade, ou comoção,  pois desde a infância que ouço dizer “Quem viveu muito é sinal de viver pouco.” Mesmo porque não nascemos para sementes , diziam os mais velhos.

                        Essa é a regra, esse o desfecho!

                        Alguém já disse “ Se queres bem empregar tua vida pensas na morte” Daí, por quê ignora-la?

                        Essa viagem sem retorno acontece num abrir e fechar de olhos e tenho quase certeza de que o possível viajante não percebe a sua partida o que não deixa de ser um grande alivio.

                        No  Campo Santo de São José no Trapiche da Barra, no condomínio da família Santos Lima, existe uma pedra de mármore  com uma sentença do próprio:  A morte é um sono profundo e permanente, sem sonhos, sem fantasia, sem pesadelos.

                        Entretanto, eu prefiro a inspiração do exímio tribuno e respeitável mestre Dr. Guedes de Miranda de saudosa memória. “Não tenho medo da morte  tenho saudades da vida.”

                        Por que temer, se é inevitável?

                        Por mais que você se oculte raspe a cabeça, use barba, bigode, peruca, óculos escuros, enfim se esconda com os  disfarces mais sofisticados  a malvada sempre encontra o cara da vez.

                        Digo cara da vez, pois, na minha imaginação, com o advento da informática existe uma relação revisada diariamente. Nessa revisão são sorteados os que serão chamados naquele dia. Quando aparecem essas pessoas com uma vida muito longa, suponho que tenha escapado do sorteio daquele dia.

                        Ou bichinha impertinente a mulherzinha da foice. O pior é que ela não assume, arranja sempre  uma desculpa para justificar o seu ato.

                        Ao final de tudo o que importa é o modus vivendi.  Levar uma vida equilibrada, praticando o bem, o amor ao próximo, evitando o narcisismo, a ostentação, o egoísmo, a maldade, o falso testemunho, enfim praticar a verdadeira caridade a exemplo de Paulo o apostolo convertido.

                        Bom seria conviver com a temida como se fosse uma amiga, mesmo sabendo que seria uma convivência traiçoeira, pois a afiada foice da desalmada dá o golpe certeiro quando menos  esperamos.

                       

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Santos Lima às 12h13
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QUE DEUS NOS ILUMINE

 

                        Nos bem elaborados livros  de leitura adotados no curso primário , na época em que o estudo era levado a serio  sem as mistificações e aberrações atuais, existia um exemplar narrando a incrível história do Rei Midas, portador de uma maldição: Tudo em que suas mãos tocava se transformava em ouro, inclusive sua própria alimentação.

                        Situação que me leva a comparar com a avalanche de desonestidade implantada nas obras públicas e em algumas empresas, por esse Brasil afora. Onde você põe a mão é raro não encontrar     mão de gato. De um lado a corrupção do outro o descaso.

                        O país atravessa uma fase de incompetência, irresponsabilidade, desonestidade, infelizmente.

                        A operação Lava Jato instalada há mais de dois anos quando esperávamos sua conclusão , surgem novos casos a serem investigados. Uma autêntica bola de neve.

                        O cidadão cônscio dos seus deveres em dia com suas obrigações  às custas de muito suor entra em parafuso , fica apavorado , indignado  sem entender tamanho descalabro.

                        É um caso sui gêneris essa enxurrada de desonestidade que se abateu sobre a pátria amada, assim chamada por Dom Pedro II.

                        O que mais revolta e deixa o povo  decepcionado é que alguns acusados  zombam da situação, ao ponto de interrogar o executor do mandado : Que pais é este?

                        Diante das câmeras desfilam altaneiros e sorridentes como se estivessem a caminho do lazer.  No meu entendimento o simples fato da acusação já é constrangedor, mesmo sendo injusta a denúncia  e o denunciado inocente.

                        Do mesmo modo aparecem na mídia as construções concluídas sem o devido uso, bem como as paralisadas  sujeitas as intempéries se deteriorando, sem contar com os prédios públicos em ruínas, abandonados  sendo dilapidados pelos vândalos , aqui mesmo em nossa cidade existem três situados na mesma praça no centro da cidade.

                        Há algum tempo surgiu uma notícia atribuída ao Pelé, não sei se procedente, dizendo que o brasileiro não sabia votar. Foi um Deus nos acuda. A reação correu como um rastilho de pólvora contra a suposta declaração.

                        É o caso de uma boa reflexão, um profundo exame de consciência .

                        Resta-nos apelar para Diógenes e com sua lanterna sair a procura de uma liderança.

                        O Brasil não é uma republiqueta qualquer é um país continental, com um solo fértil de abundante riqueza, um povo sem igual, basta dizer desde a sua descoberta que se retira o ouro do seu solo e ainda não se esgotou em compensação com abundantes problemas necessitando de uma liderança inata, autêntica, verdadeira, corajosa e sensata, humilde, mas decidida

                        Que Deus nos ilumine!

 

 

                       

                       

 

 

                       

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Santos Lima às 14h43
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                                   LIDERANÇA, CARISMA DADO POR DEUS.

 

                        “ Doação recebida e declarada de pessoa jurídica com capacidade contributiva, independente do que diga o delator, não é caixa dois, até porque, como visto, o partido autor(PSDB) foi agraciado com vultosas quantias das mesmas empresas”

                        Mito ou verdade? Há controvérsias.

                        Até certo ponto é tolerável, ou melhor, até a revelação da origem do numerário.

                        Uma empresa até  prova em contrário idônea, faz uma doação, embora não saibamos o motivo do mimo, é um comportamento habitual.

                        No momento em que se estabelece a dúvida sobre a origem do valor da doação, aí a coisa muda. O simples fato de o  beneficiado desconhecer a origem não muda o conceito da dádiva, se não tiver uma procedência limpa será sempre uma doação duvidosa, sem levar em consideração o status do agraciado. Seja grego ou troiano.

                        De todo modo é triste e preocupante a ocorrência. Que falta nos faz os celebres bigodes do passado, onde um fio era a certeza da palavra empenhada.

                        Quem quiser me crucificar que o faça, mas não deixo de elogiar a moral e os costumes bons dos velhos tempos.

                                   Duvido que a maioria dos homens dos tempos idos descobrindo situação idêntica não ficasse acabrunhada  evitando inclusive aparecer em público.

                        Em alguns casos observamos a desenvoltura dos denunciados, enfrentando a sociedade como se estivessem acima do bem e do mal. Não quero de modo algum admitir a culpa nem tão pouco a condenação  antecipada, entretanto só o fato da denúncia já é motivo de frustração  e preocupação.

                        Será que nunca vai cair no vazio a desilusão do mestre Rui Barbosa?

                        “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude , a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”

                        Vejam que na sua época a situação era outra, bem diferente, ainda existiam os homens do sim,sim, não, não, e Rui surge com essa desilusão.

                        As lideranças sumiram, sim, porque liderança à base de conta de água e de luz, tapinha nas costas, compadrio, cestas básicas,  programas de qualquer natureza é engodo mistificação.

                        O líder comanda sem oprimir. É respeitado sem bajular. Admirado pelos seus atos.  Sufragado nas urnas pela honestidade e confiança comprovada, ou melhor já nasce feito, não se improvisa não se inventa.  O falso líder cedo ou tarde se desmascara.

 

                        A liderança é um Dom, carisma dado por Deus a poucos.



Escrito por Santos Lima às 10h45
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PERIGOSO E VERSÁTIL

 

                        Dizia Aristóteles, que a natureza  tem para tudo um objetivo.

                        Se for realmente verdade o objetivo da criação do  mosquito da dengue foi uma cilada, um péssimo objetivo.

                        Um mosquito que apesar de ter sua origem num ambiente hostil numa floresta inóspita  é cheio de muganga e nó pelas costas.

                        Segundo estudos apresentados o mosquito não é só pernicioso, mas goza de uma esperteza inusitada.

                        Reconhece a possível vítima bem asseada e cheirosa  não  a ataca, entretanto ao defrontar-se com um  corpo suado, um pé fedorento repleto de chulé se deleita e faz a festa.

                        Passa ao largo das roupas brancas, mas se for da cor preta ou mesmo escura  promove delicioso banquete.

                        Mesmo não possuindo relógio, realiza a sua maldade dentro de intervalos com hora marcada. Falam que das nove horas da manhã até umas quinze horas  aproximadamente  ele executa sua macabra tarefa.

                        Dizem que a larva é de uma paciência de Jó, leva tempos  esperando a água surgir para se desenvolver.

                        Já notaram que mosquitinho sem vergonha cheio de cacoetes?

                        O que desanima e nos deixa cada vez mais apreensivos são esses surtos  surpresas aparecendo de repente pegando a ciência fragilizada sem resposta imediata.

                        Quando menos se espera lá vem novas fontes de contaminação  é o H I V, Ebola, Dengue e suas variações, enfim são tantas que se torna difícil enumerá-las .

                        Ainda bem que se tratando do imprevisível mosquito Aedes Aegypti  a participação da comunidade  aparece em primeiro lugar. O que entristece  na maioria das vezes prevalece o ditado: “ O  Brasileiro só fecha a porta da casa arrombada.” É isto que vem acontecendo grande parte não identifica os criadoros dentro da própria residência  e o mosquito deita e rola. Também na via pública se detectamos algo capaz de servir de um possível berço para o infeliz ou eliminamos ou acionamos o poder público.

                        Da consciência e boa vontade do povo depende o êxito da operação, vamos fiscalizar a nossa casa a casa do vizinho e tudo o mais que nos cerca  reconheçamos é uma situação de vida ou morte.

                        O triste além de perigoso é versátil!

                       

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Santos Lima às 12h33
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UM GRUPO< UMA HOMENAGEM< UM CARNAVAL

 

                        Estava tudo certo, combinado e pago para desfrutar do Carnaval de Pesqueira, sob os cuidados da maravilhosa empresa de Turismo VIVER.

                        Alertado pela pesqueirense escritora Ana Lígia, que não mede esforços na divulgação das aparições de Nossa Senhora em Cimbres, naquela cidade, da situação de calamidade pública decretada pelo Prefeito local, em razão da situação caótica e preocupante causada pelo mosquito Aedes Aegypti, sugerindo, inclusive a suspensão dos festejos momescos.

                        Conclui, depois, que a fuga não era tão necessária, pois o famigerado mosquito já se disseminou quase no mundo todo.

                        “Se correr o bicho pega se ficar o bicho come”

                        Precavido, procurei a Viver e num gesto de amizade consegui transferir a viagem de Pesqueira para o Recife e não me arrependi.

                        Acompanhado de um grupo de pessoas animadas e solidárias desfrutamos de um carnaval autêntico de muita alegria participação e paz.

                        Tenho como hábito, em todo carnaval  criar um modelo de fantasia sempre homenageando uma figura de destaque do mundo artístico ou histórico.

                        Neste ano de  2016 fiz uma opção pelo carismático professor Raimundo, da Escolinha de Chico Anísio, da Rede Globo e não me arrependi, pois casou o maior sucesso não só em Maceió no Pinto da Madrugada como no Recife.

                        Belinha, foi nossa fiel guia turística substituindo Julinda ou Marcos. Residente no Recife  casada e mãe de família, segunda-feira teve a justa oportunidade  de um momento de folga para o encontro com os seus familiares.

                        Durante a ausência veio-me a inspiração de fazer uma imitação relembrando uma marchinha de antigos carnavais  executada na voz do inesquecível cantor Carlos Galhardo.

                        Cadê Belinha?... Cadê Belinha?..         

                        Saiu dizendo, vou ali, e volto já

                        Mas não voltou por quê? Porque será?

                        Cadê  Belinha, Belinha, Belinha?

                        Sem ela vou vender meu bangalô

                        Que tem tudo, mas não tem o seu amor,

                        Sem ela, pra que serve geladeira,

                        Pra que ventilador?

                        Pergunto e ninguém diz onde ela está,

                        Cadê  Belinha, Belinha, Belinha?

                        Carnaval é isso. Brincadeira, gozação, alegria e foi o que não  nos faltou nestes dias em que juntos participamos das idas e vindas de Olinda e Recife Antigo.

 

                        Faço votos viver, pois já estou conjecturando, em segredo, a  homenagem do próximo Reinado.



Escrito por Santos Lima às 12h34
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EXALTAÇÃO AO PASSADO

                       

                        Tomei a iniciativa de dar uma arrumada na minha modesta estante e encontrei um livro raríssimo dos tempos que o ensino era tratado com respeito e muita dignidade. Da época que o professor na sala de aula ou fora dela era um poço de dignidade, uma pessoa singular gozando de respeito  admiração e gratidão de toda a sociedade.

                        O colégio era a extensão do lar, a sala de aula era o templo onde os professores davam aulas como se fosse um culto sendo respeitados e admirados  substituindo os próprios pais, isto na época que reinava também a disciplina e o respeito no seio das famílias.

                        O exemplar está carcomido pelo rigor do tempo, mas ainda se pode tirar muito proveito, mantendo os cuidados necessários para evitar o desmanche com o manuseio.

                        A capa não mais existe o que o conduz ao anonimato, tenho minhas dúvidas que se trata de um SEI LER , livro de leitura muito usado no ensino fundamental em priscas eras.

                        Trata-se de uma joia rara e pode servir de exemplo para o ensino atual, pelo menos serve de base para se ter uma ideia como funcionava a aprendizagem  podendo até explicitar o cabedal que era oferecido.

                        O livro é composto de contos de formação moral e intelectual proporcionando ao aluno o conhecimento e a conduta no relacionamento com o semelhante, mostrando como viver entre as pessoas civilizadas.

                        Oferece ao final de cada história o vocabulário das palavras inseridas  bem como o exercício de exame e definição das sentenças.

                        Como comprovação do valor também histórico do exemplar, vale resaltar uma poesia da inspiração de Dom Pedro de Alcântara, nosso último soberano  sob o título “TERRA DO BRASIL”que com profunda admiração passo a transcrevê-la.

                        Espavorida agita-se a criança

                        De noturnos fantasmas com receio

                        Mas se abrigo lhe dá materno seio,

                        Fecha os doridos olhos e descansa.

                        Perdida é para mim toda a esperança

                        De volver ao Brasil; de lá me veio

                        Um pugilo de terra, e nesta creio

                        Brando será meu sono e sem tardança.

                        Qual o infante a dormir em peito amigo,

                        Tristes sombras varrendo da memória,

                        Ó doce Pátria, sonharei contigo!

                        E entre visões de paz, de luz, de glória,

                        Sereno, aguardarei no meu jazigo,

                        A justiça de Deus, na voz da história!

                        (Dom Pedro de Alcântara)

                        Dom Pedro numa demonstração de profundo amor pela Pátria querida expressa toda saudade e sentimento que lhe invade a alma na tristeza e solidão  do exílio quando lhe arrebataram o trono.

 

                       

 

                       

 

 



Escrito por Santos Lima às 16h26
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            F U G A   I N Ú T I L

 

                        Moramos numa cidade, convivemos com seus problemas, vivendo a ilusão  dos males enfrentados serem diferentes ou piores dos demais das outras cidades.

                        Ferreira Gullar, na sua crônica dominical, publicada na Folha de São Paulo,  todavia, indignado relata que não é bem assim.

                        Começa lamentando que viver no Rio de Janeiro não está nada fácil, inclusive conhecer pessoas que estão indo embora mesmo adorando a cidade. Informando, inclusive, a causa dessa debandada, desde a insegurança que está atemorizando as pessoas aos caos urbano que vai se alastrando por todos os bairros.

                        Considera também que são muitas as causas  mas supõe que a principal delas é o total desrespeito as normas do convívio social que se manifesta em todos os lugares ,no que estou de pleno acordo.

                        É a permissividade que se incrustou no comportamento  das pessoas e ninguém se atreve a reclamar e quando reclama fica sujeito a reações de violência e quem se enquadra nas normas corretas é considerado careta.

                        Tem-se a impressão de que os lares e as escolas suprimiram  o ensino das regras e dos bons costumes.

                        Lá como cá, é a mesma bagunça. As calçadas quando não ocupadas pelos veículos cede lugar as mesas e cadeiras dos botecos, as vezes improvisados, para vendas de bebidas e demais itens do gênero.

                        Os ciclistas estão pretendendo o espaço de um metro e meio de distancia dos veículos automotores, inclusive já ouvi falar que no Recife já consta do exame a presença de um boneco com essa finalidade, mas só trafegam na contra mão como se   a bike não fosse veiculo.

                        Não tenho nada contra os adeptos do ciclismo considero uma modalidade de esporte como outra qualquer, o que não acho correto é a escolha do local de treinamento, a pista da orla de Ponta Verde/ Pajussara. Logo cedinho  a Prefeitura com pessoal e viatura demarca as ruas com cones e placas de advertências deixando desprotegidos os pedestres.

                        Pela manhã  também bem cedinho, é a hora escolhida e adequada para as caminhadas , especialmente dos idosos, mas correm o risco de atravessar a pista para alcançar o local apropriado. Já aconteceu um assassinato, eu mesmo já escapei duas vezes. Veiculo pequeno difícil de ser visto a distância desenvolvendo uma velocidade assombrosa sem condições de parar na faixa do pedestre.

                        A minha filha em recente visita a Lion na França, contou-me as mudanças que observou no sentido da melhora da qualidade de vida das pessoas.

                        Pistas duplas sendo transformadas em pista única, retirando o espaço dos veículos em beneficio dos não motorizados, aqui quando se instala uma simples linha azul é um Deus nos acuda.

                        Revitalização das calçadas com padronização apropriada ao uso dos pedestres e cadeirantes, pequenos jardins em diversos locais adaptados ao projeto e assim por diante.

                        Em Maceió duvido existir calçadas com o mesmo nível, quando não esburacadas ou ocupadas por veículos, cortam uma arvore deixam os galhos interrompendo o passeio, quando não as usam como mostruário de produtos.

                        O desmantelo é único, geral e irrestrito, o que torna a fuga do carioca inútil.

                       

 

 



Escrito por Santos Lima às 11h15
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LOTERIA DA FAUNA

 

                        A minha esposa teima em não esquecer a interpelação de nossa filha, que num tom de gracejo disse: Não sei o que a senhora faz com o seu dinheiro.

                        Aproveitando a deixa insisto na mesma pergunta aos responsáveis pela economia do nosso país.

                        Por todos os lados se garimpa dinheiro. Onera-se tudo com taxas e impostos e a verba sempre é insuficiente.

                        Um editorial da Folha de São Paulo, com o titulo o Futuro da Ilusão, refere-se aos bilhões da loteria da Caixa Econômica destinados a Previdência Social e outros custeios da área social.

                        Não é nenhuma novidade, segundo a Folha, no Império já se usava a renda do jogo como auxiliar das finanças da Corte. Valendo-me, ainda, da informação do jornal, no ano passado as dez loterias da Caixa Econômica, repassaram CR$6,38 bilhões para as ações do Governo Federal, incluindo 1,1 bilhão do imposto de renda sobre os prêmios.

                        O mais importante é que a maior fatia dessa soma foi destinada a Previdência Social, 18,1 % do total apurado com a Mega Sena.                                    Na realidade a minha dúvida consiste no futuro da Previdência Privada e dos seus participantes.

                        A previdência pública tem o governo para assumir a diferença entre a arrecadação e o total das aposentadorias e pensões pagas aos segurados, cobrindo assim o déficit anunciado, apesar de algumas categorias negarem o fato.  E a previdência privada quando atingir o topo dos encargos  com o número crescente de aposentadorias, tudo indica é o que reserva o futuro, vai buscar onde os recursos para atender a demanda?

                        Observo com bastante apreensão a visão futura desse quadro, com o agravante das aposentadorias terem valores maiores, não se comparando com os valores da previdência oficial.

                        Também desconheço o esquema usado no desempenho dessa área, só o futuro esclarecerá a situação causadora de bastante dúvida e inquietação. Enquanto isso predomina o Futuro de Uma Ilusão, como se reportou o editorialista.

                        Sem deixar de lado o jogo do bicho, apesar da ilegalidade nunca deixou de existir,  tornando-se um bom passatempo para muitos. Minha mãe era vidrada no jogo do bicho arriscava a sorte pela manhã e a tarde, decifrando a figura do animal na xícara do café com o auxilio da chama do fósforo. Seu Gomes, bicheiro, não falhava já ia entrando gritando Vó! Mamãe prontamente com satisfação o atendia. Não enriqueceu, também não ficou mais pobre.

                        Seria uma jogada de mestre a troca da CPMF pelo Jogo do Bicho. Abandonava a CPMF e legalizava o Jogo do Bicho incluindo nas loterias já existentes, certamente teria um ótimo resultado, pois a Loteria da Fauna já faz parte da cultura e da vida dos brasileiros.

                       

 

 

 

 

 

                       

 

 



Escrito por Santos Lima às 12h25
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            IDEIA MALUCA, ADVERSA DO CONVIVIO SOCIAL.

 

                        Moro num prédio abarcando quarenta apartamentos, todos ocupados.

                        Considerando cada apartamento acolhendo apenas um casal, no mínimo, temos oitenta residentes.,

                        Ingressei nesse condomínio há aproximadamente seis anos e por incrível que pareça só mantenho relacionamento com cinco ou seis pessoas, isso no que diz respeito a saudação de bom dia boa tarde. Ocorre que essa situação não é por minha culpa, pois gosto de me comunicar, mas pela ausência e falta de coincidência de horários, por que não dizer pela falta de interesse de muitos.

                        Nas reuniões do condomínio, quando muito, comparecem dez ou doze pessoas, mesmo com a antecipada convocação e na maioria das vezes para resolver problemas de interesse de todos.

                        Um condomínio não deixa de ser uma selva de pedra, especialmente para quem conviveu com o calor e a presença de uma maravilhosa vizinhança no tempo da moradia em casas comuns.

                        Com saudades relembro o tempo das cadeiras nas calçadas, ocupadas pela vizinhança  jogando conversa fora.

                        A criançada brincando de pular avião, corda, esconde, esconde, chicote queimado, jogo de pedras e tantos outros substituídos pela televisão  computador e celular.

                        É impressionante como o vicio do celular contaminou e embriagou as pessoas.

                        No restaurante é um olho no prato outro no celular. Uma mão no talher e no celular ao mesmo tempo. Na rua, em alguns momentos,  paro ao ouvir vozes , penso que estão falando comigo. Faz-me lembrar do tempo em que alguns doentes mentais conversavam sozinhos na via publica com algum suposto imaginário.  

                        N a calçada do Grupo Escolar Pedro Segundo, atualmente Academia Alagoana de Letras,  Praça Deodoro, existiu um cidadão todo vestido de branco, mexendo uns pauzinhos dizendo estar se comunicando com pessoas não identificadas.

 

            A decepção invadiu a minha alma entristecendo o meu espírito quando chegou as minhas mãos cartelas de bingo com código de barras.

                        É o fim da comunicação é o isolamento das pessoas já tão evidente nos dias atuais.

                        Também já é demais.  O bingo sempre foi motivo de confraternização  de aproximação dos indivíduos de entretenimento.

                        A sala cheia de gente acompanhando o cidadão encarregado de cantar as pedras : Dois violões sem braços, oitenta e oito. A fome grande. Setenta e sete. Revolver do calibre grande, trinta e oito. A risada do gaiato. Quarenta e quatro. Dois patinhos na lagoa. Vinte e dois. A idade de Cristo. Trinta e três. E assim por diante.

                        Os viciados em internete, escravos da informática  querem desaparecer com essa alegria, esses momentos de emoção acabando com a oportunidade única das pessoas de se encontrarem e viver a emoção de chorar a pedra que resiste em não ser chamada dificultando a vibração do competidor.

 

                        É uma atitude esdrúxula sem pé nem cabeça, faço votos que não prospere essa ideia maluca e adversa do convívio social.



Escrito por Santos Lima às 16h07
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            INFLAÇÃO NUNCA MAIS!

 

                        “Quem não tem competência não se estabelece.” Provérbio português  muito usado  expressando uma grande verdade.

                        Alguém já viu a fúria de um touro selvagem nascido e criado na floresta.?

                        Uma jiboia entrelaçada a uma pessoa mastigando lentamente sua presa com suas potentes dobras.?

                        Uma fera faminta enfurecida perseguindo sua próxima vitima?

                        O ímpeto do oceano com suas  ondas volumosas recuperando seu espaço invadido?

                        Todas estas catástrofes, violências e destruições representam muito pouco comparadas aos danos e os prejuízos causados pela inflação galopante debelada pelo Plano Real em 1994 com o maior sucesso e agora começando a nos ameaçar.

                        A Folha de São Paulo a título de alerta fez uso de uma página inteira sobre o risco que corremos  na corrida inflacionária.

                        Começa advertindo se você tem menos de 40 anos, faz parte dos  quase 70 milhões de brasileiros que nunca tiveram de fato que se preocupar com a inflação, ainda não eram adultos em 1993 quando os preços subiram 2.477% em um ano e os produtos chegaram a subir mais de uma vez ao dia.

                        O que mais preocupa no momento é a aproximação dos dois dígitos. O descontrole está evidente despertando o perigo  se providências seríssimas não forem postas em pratica.

                        A má gestão da economia se assemelha ao empresário que no fim do expediente considera  todo apurado como lucro.

                        Ao casal onde o esposo ou vice versa, recomenda controle absoluto nos gastos e não são atendidos, em muitos casos,  gasta o que não tem para ganhar o apoio dos filhinhos da mamãe e do papai.

                        Aos governantes que ignoram os benfazejos conselhos do Sr.Mario Amatto, de não gastar além do arrecadado.

                        Resumindo,  capacidade e responsabilidade pilares básicos de todo administrador, público ou privado, na ausência  deles é buraco negro com certeza.

                        Na mesma página com o titulo INFLAÇÃO PARA INICIANTES, publica também um longo comentário sobre os efeitos e os métodos de tentar contê-la.

                        Eu que convivi com a fase aguda dessa maldita, confesso  estou apavorado, amedrontado e  alarmado com o risco que corremos.

                        Espero que Deus ilumine os responsáveis pela situação e evite a desgraça dos dias nefastos porque passamos e temos todo desejo do mundo de esquecê-los.

                        Seria de bom alvitre usar o slogan nas nossas saudações: 

                        INFLAÇÃO NUNCA MAIS!     

                        Dizem que a repetição eleva o conceito de verdade.

                        Experimentemos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

                                               

 

           

 

 

 

 



Escrito por Santos Lima às 13h05
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                                   PARTDOS VERSUS FUNDO PARTIDÁRIO

 

                        Recebi com profunda tristeza e incontida indignação a notícia publicada no Editorial da Folha de São Paulo, com o titulo Partidos  Sem Fundos, versando sobre o tema  Fundo Partidário.

                        Interessante, neste país poucos políticos assumem seus gastos, o tal do Fundo Partidário em questão  no editorial consome uma fortuna dos cofres públicos e alguns parlamentares acham pouco tomando a iniciativa de aumentá-lo.

                        Um Senador apresentou emenda ao orçamento de 2015 elevando R$289 milhões  para R$867 milhões.  No orçamento de 2016 foi apresentada uma proposta de R$311 milhões,  entretanto um deputado já apresentou uma emenda triplicando esse valor.

                        Não é sem motivo que o número de partidos políticos já assusta, alcançando o número de trinta e cinco e se não houver um basta logo, logo alcançará uma centena.

                        Não consigo entender a permissão de tamanho descalabro.

                        Gostaria de sugerir, quem pretende fundar partido que assuma seus encargos, exigindo dos filiados  sua adesão as incumbências e compromissos partidários.

                        Também sei que o povo  não deixa de ser responsável pela derrama assinando sem hesitar relações com essa finalidade.

                        Já é tempo de cair na real e evitar assinar propostas desse tipo.

                        Diz o editorial, inclusive, que não faltarão adeptos, pois a medida assegura aos políticos em geral recursos necessarários para bancar uma legião de assessores e cabos eleitorais, isto é, se ficar apenas nas aplicações legais dessa fortuna.

                        Outra situação que exige jogo de cintura dos governos é propiciar a esses partidos uma fatia da administração  em troca de apoio, caso em contrário provoca grande dor de cabeça.

                        Tenho um vizinho que faz parte de uma associação e com frequência vive falando em fundar um partido político, já adverti,estou fora .Assim deviam agir todos os  eleitores, sem a relação de assinantes não se gera partidos. É só não aderir acaba o festival.

                        Outra situação que gera controvérsia e requer muita cautela são os gastos com os congressistas..

                        Salvo entendimento errôneo de minha parte, empossado o cidadão eleito se transforma em funcionário público especifico até o termino do mandato.

                                   Assumindo a função passaria a morar em Brasília seu local de trabalho, para tal já existem os apartamentos funcionais. Seria remunerado simplesmente com vencimentos dignos de sua função como os demais ocupantes de cargos públicos já era uma economia considerável

                        Não afirmo se procede,  vendo pelo preço comprado nas redes sociais. Um Deputado custa aos cofres do tesouro a bagatela de cerca de R$ 143.000,00 e um Senador CR$ 160.000,00, por mês, comparando com um executivo de uma multinacional é uma ótima remuneração.

                       

 

 



Escrito por Santos Lima às 16h17
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SE CORRER O BICHO PEGA SE FICAR O BICHO COME.

 

                        “Quem é bom já nasce feito, quem quer se fazer não pode, mesmo querendo ser nobre o nascimento descobre.”

                        Os antigos pra tudo usavam uma máxima tão fora de uso nos nossos dias, mas que era legal isso era.

                        Tomando conhecimento de um fato curioso ocorrido no estado de São Paulo, me veio à baila esse tal pensamento.

                        Uma garota de doze anos, bem nascida, morando com a família num prédio de alto luxo cai na esparrela de facilitar o ingresso de alguns marginais do seu circulo de amizade, talvez, para praticar um audacioso assalto no apartamento de um dos condônimos.

                        Sei perfeitamente que a posição social e a riqueza em nada modificam o comportamento das pessoas, em muitos casos os mais pobres têm mais dignidade e nobreza do que muitos abastados.

                        O prédio é protegido por um sistema de segurança moderno obrigando seus moradores ao uso da impressão digital para adentrar no mesmo, o que certamente impediria o acesso dos bandidos  se não fora o auxilio da infelicitada jovem.

                        A gente faz mil hipóteses, mesmo assim, fica difícil de entender o que estimula uma garota desse porte vivendo no seio da sua família, estudando em colégio de elite e adentra pelo caminho tortuoso da marginalidade.

                        Não posso e nem devo julgar, mas tal ocorrência leva a crer que essa garota não participa de um lar ajustado.

                        Todos sabem que um lar estruturado  onde reina a compreensão, o amor, a fraternidade e o dialogo é muito raro ocorrer situações dessa natureza, embora muitos falam que o espinho que tem de furar de cedo traz a ponta. Mesmo assim acho difícil uma criança bem amada, respeitada, compreendida gozando da presença permanente e exemplar dos pais enverede por uma estrada sinuosa e sinistra onde se descortina  dias tenebrosos.

                        Não me canso de  clamar e chamar atenção para o desmoronamento dos lares, a cada dia que passa se torna mais evidente.

                        O que causa os maiores danos e  enorme desajuste é a ausência do casal dentro do lar. Obrigados a deixar o ambiente familiar, saindo logo cedo e voltando, em muitos casos, a noite em razão da própria sobrevivência os filhos ficam ao Deus dará, sem lenço sem documento.

                        É um prêmio da Mega Sena acumulada uma família de pais ausentes, por força das circunstancias  e dos encargos que a própria família oferece ter a sorte de ficar isentos de graves problemas.” É um vexame essa encruzilhada.” Se correr o bicho pega se ficar o bicho come.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Santos Lima às 18h00
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INSENSATEZ E INSSOCIABILIDADE.

 

                        Decisão preocupante, absurda, até certo ponto irracional.

                        Refiro-me ao Editorial da Folha de São Paulo, publicado no dia 29 de outubro de 2015, com o titulo Retrocesso Armado. Esse editorial comenta e repudia a decisão de uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovando um Projeto de Lei revogando o Estatuto do Desarmamento.

                        Se esse projeto obtiver guarida no plenário vai-se por terra todo esforço realizado até hoje no controle e uso da arma de fogo, aumentando a violência incentivando o instinto mau e perverso.

                        Tantos problemas inadiáveis de grande interesse nacional sem oportunidade  no Congresso, um grupo de legisladores insensatos preocupados com os pistoleiros e industrias bélicas cuidando de projeto desta natureza.

                        Vejam o absurdo da mudança: redução da idade de 25 para 21 anos para compra de arma, ampliação da validade do porte de três anos para dez anos. E para fechar o circulo da irresponsabilidade e o descaso autoriza as pessoas respondendo a inquérito policial ou processo criminal também possam possuir e conduzir armas. Neste caso, não deixa de ser uma tapa bem violenta na cara do eleitor.

                        O argumento é pueril e sem sustentação. “O cidadão de bem precisa se proteger da bandidagem.” Que infantilidade, ocorre exatamente o contrário. “O cidadão de bem” com uma arma na mão reagindo, é um forte candidato aos sete palmos de terra, não sendo segredo para  ninguém e acontece com muita frequência, inclusive em muitos casos não precisa nem reagir leva os pertences e tira a vida do homem de bem verdadeiro.

                        Devia acontecer exatamente o inverso, dificultar o acesso as armas e não facilitar.Promovendo uma campanha séria e permanente de desarmamento. Não teria o menor constrangimento em ser revistado tantas vezes quantas se oferecessem as ocasiões, deste modo os marginais seriam surpreendidos com a boca na botija.

                        Não queiram me convencer que um homem de bem deixa o seu lar com uma arma no “quarto” com boas intenções, no mínimo está sujeito  a maluquice de ser traído por forte emoção e cometer um desatino para se arrepender depois passado o efeito da insanidade se realmente for um homem de bem carente de proteção

                        O editorialista tece um comentário informando que 83% dos assassinatos no estado de São Paulo em 2011-2012, com motivação  esclarecida,  foram cometidos por motivos banais o que se depreende sem a presença da arma seriam evitados.

                        É querer muito, mas seria uma grande dádiva a quimera de fechar todas as indústrias bélicas, ficando os países responsáveis pela fabricação de suas armas e munições.

                        Nada, nem ninguém me convencem admitir a liberação d o uso de armas. Considero insensatez, irresponsabilidade imprudência  falta de amor ao próximo, uma insociabilidade.

 

                        



Escrito por Santos Lima às 12h44
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            BOM SENSO E COMPREENSÃO

 

                        É preocupante gerando graves prejuízos o vexame a que estão nos submetendo.

                        Quando idealizaram o nosso Pavilhão Nacional, com grande sabedoria, colocaram o lema Ordem e Progresso, considerando que sem ordem não existe progresso.

                        Infelizmente, percebo a existência de uma falta de seriedade na ordem e no agir em geral.

                        Não sou contra  de forma alguma, ao direito de greve, não me entendam mal por favor, todavia o direito do próximo termina quando começa o meu direito. Não me refiro a paralisação normal, mas ao prolongado tempo de duração, conforme  vem acontecendo.

                        O I N S S, Instituto Nacional de Seguro Social, cerrou suas portas por longos meses, prejudicando milhões de segurados por este pais afora, a maioria pessoas carentes.

                        Os professores não ficaram para trás e por vários meses também abandonaram as salas de aulas, deixando os alunos no ora e veja.

                        A Empresa Brasileira de Correios está se igualando ao antigo DCT, Departamento de Correios e Telégrafos. O carteiro sempre considerado o Mensageiro da Esperança desapareceu das ruas, mesmo em situação normal. Por último temos a greve dos bancários que começou sem prazo determinado. Pois já se espera a relutância e a irrelevância da classe patronal talvez por isso no anuncio já se coloca a expressão por prazo indeterminado.

                        A rede bancária, segundo seus balanços publicados na imprensa, obtém lucros estratosféricos,  paga ao investidor uma merreca e reinveste com juros significativos segundo se comenta à boca miúda.

                        Cada um com seus motivos, merecendo todo nosso respeito.

                        É a  paralisação dos ônibus, dos bancos, dos professores, dos funcionários públicos, interdição do Porto, fechamento das vias e ruas principais, quem paga o pato é sempre a população indefesa.

                        Os responsáveis pelos problemas deviam equacionar suas decisões evitando esses transtornos dessa forma se estabelece a dúvida sobre os direitos individuais.

                        Cadê meu direito de ir e vir garantido pela Constituição, meu atendimento nos órgãos públicos e privados e assim por diante?

                        Não deixa de ser uma situação delicada que exige bom senso e compreensão.

 

 



Escrito por Santos Lima às 16h51
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BEBEDOURO BERÇO DO VERANEIO DA ELITE DA CAPITAL.

 

                        Bebedouro já foi, em tempos idos, o reduto preferido da elite da capital para suas temporadas.

                        Destaco como maravilhosa a iniciativa do Sr. Ticianeli, nos blindando, de vez em quando, com belas e inesquecíveis fotos da nossa Maceió antiga.

                        A última apresentada faz referência a Praça da Liberdade, Praça de Santo Antônio, Major Bonifácio Silveira, atualmente, não sei se ainda mantém o nome do saudoso Cel. Lucena Maranhão.

                        A foto mostra com a maior fidelidade os detalhes da referida praça.

                        No local era realizada a grande feira livre. Sexta-Feira a noite já começava chegar os “matutos” trazendo carregamento de cereais com destaque para a quentinha e saborosa farinha de mandioca.

                        Durante a festa de Natal, considerada uma das melhores da cidade, graças ao empenho e dedicação do inesquecível Major Bonifácio Silveira  que durante muitos anos elevou Bebedouro aos pináculos da glória, a feira era transferida para um terreno baldio localizado por trás da igreja.

                        No centro, avistamos o coreto batizado por nós de pelourinho.

                        Do lado esquerdo temos a residência do Dr.Antônio Nunes Leite, esposo de Dona Sinhá Ether, numa arquitetura colonial  incrustada num belo sitio cheio de fruteiras  hoje habitada pelo seu filho Dr. Ricardo Nunes Leite. Na parte de trás surge a tradicional igreja de Santo Antonio de Pádua, onde fui acólito por muitos anos colaborando com o Pároco Padre José Belarmino Barbosa, tendo como sacristão Argemiro o grande idealizador das belas e ricas charolas nas procissões de Santo Antonio, admiradas por todos bebedourenses inclusive pelos visitantes. Não esquecendo o violino do Dr. Manoel Lopes Ferreira Pinto, Dr.Lopes abrilhantando as missas do

 

 domingo e os sempre lembrados meses de maio.

                        Nos fundos da igreja  ao longe, dá para deslumbrar a antiga fábrica de vidros, talvez já desativada na época da foto. Ao redor e no centro observamos o apurado trabalho do carpinteiro José Benedito, responsável pela transformação da praça em palco das memoráveis festas natalinas.

                        E o bonde que fazia o percurso Bebedouro Ponta da Terra deixou muitas recordações e ainda hoje lamento seu desaparecimento.

                        Não deixa de ser um momento especial e agradável da volta ao passado, onde na nossa imaginação passa um filme fazendo uma retrospectiva dos bons momentos vividos com prazer e alegria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Santos Lima às 20h56
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PREFERIU A JUSTIÇA AO APOIO POLÍTICO

 

                        Lendo a Gazeta de Alagoas do Domingo dezoito de outubro, fui surpreendido com as seguintes manchetes: Crise Econômica fecha Bares e Restaurante. Proprietários tentam cortar despesas com demissões. Movimento caiu cinquenta por cento diz empresário. Economista reduz despesas pela metade, passando a comer de marmita. Jacintinho mergulhou na crise. Nem reza ajuda a elevar vendas no Benedito Bentes.

                        Este é o cenário vivo e a cores da crise econômica que se abateu sobre o nosso país, não sei se por incapacidade ou irresponsabilidade, o fato é que a situação é grave  atingindo a todos.

                        Para enfrentar esta adversidade  os Governos Estaduais, Municipais e Federal cometem o disparate de aumentar impostos. “Não se fala em corda em casa de enforcado.” Esse axioma cai como uma carapuça sobre as cabeças dos brasileiros, nós que já  somos penalizados com a maior carga tributária do Planeta Terra. Acham pouco e vão criar mais encargos. Seria o caso de imitar dona Jura: Não é brinquedo não. Ou mata o veio, mata.

                        Quando observo essa situação, só me vem a mente a inteligência da turma criadora do real, acabar com aquela inflação desenfreada  perniciosa, sem trauma para a população, o que infelizmente volta a nos ameaçar dados os gastos sem parcimônia segundo comentam.

                        Geralmente, quando compramos carne vem cheia de pelancas e gorduras, quando chegamos a casa a primeira coisa que fazemos é proceder  uma limpeza retirando todo excesso. Atualmente, é comum  quando se faz referência a situações periclitantes na economia usar o termo cortar as gorduras. Não entendo o motivo porque os governos não usam o trinchete, com certeza existem muitas gorduras a serem retiradas, entretanto na maioria das vezes as acomodações políticas não permitem.

                        Os governos precisam imitar o saudoso Governador Costa Rego. Segundo comentário, certa vez uma pobre sertaneja procurou o Palácio Floriano Peixoto, para pedir ajuda ao Governador reclamando que o chefe político do local teria morto a única cabra de sua propriedade sem nenhuma explicação. O Governador convocou o cidadão e o obrigou a pagar o animal da pobre senhora, cheio de arrogância ele entregou o valor exigido pela vítima dizendo: Estou lhe dando uma esmola, em cima da bucha o Governador o repeliu obrigando-o a pagar a cabra, pois a importância entregue foi como esmola.

                        O Governador foi decidido, entre o apoio político e a virtude, preferiu a última praticando a justiça.

 

 

 



Escrito por Santos Lima às 12h39
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O SOM DO SILÊNCIO

 

                        “Dizem que o som do silêncio, às vezes, pode ser ensurdecedor.”

                        Interessante, não lembro onde vi essa frase, mas nunca, mais a esqueci.

            Esta mensagem não deixa de expressar certo contra senso, a primeira vista, o silêncio portador de paz interior, reflexão, meditação de repente ser acusado de possuir, em certas ocasiões, som ensurdecedor.

                        Talvez seja quando o silêncio encontra um coração ferido, uma alma em desespero, um cérebro doentio em vez de proporcionar a paz, a serenidade  o bem estar ele aguça os sentidos causando uma reação adversa  daquela que representa sua finalidade.

                        Em certas ocasiões em certos lugares o silêncio das madrugadas é repousante e saudável. O silêncio das tumbas de um cemitério vazio leva o individuo a uma reflexão profunda sobre o mistério da vida e da morte de onde vim para onde vou?

                        É comum as pessoas de boa índole recolher-se a um ambiente apropriado e  usar a consciência que representa o sacrário onde a pessoa, a sós, encontra-se com seu Criador e executa um profundo exame  revendo o seu comportamento suas atitudes o resultado pode leva-lo a um barulho ensurdecedor carregado de mea culpa, mea culpa.

                        Também não podemos esquecer que é no silêncio dos ambientes  após uma profunda reflexão, que temos a chance de tomar grandes e acertadas decisões.

                        O som do silêncio pode também ser ensurdecedor quando é rompido por fatos e acontecimentos desoladores.

 

                        Enfim,  falei, falei, não disse nada, porque são mistérios profundos que levam ao rompimento do silêncio com barulho ensurdecedor, só um estudioso do assunto pode dar resposta satisfatória , preocupei-me apenas com conjecturas  e já foi um grande atrevimento. Enfim, nada mais ensurdecedor do que o rompimento do silêncio em certas ocasiões e por motivo realmente desconfortador.



Escrito por Santos Lima às 19h15
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